6 fatos sobre as Olimpíadas que você e sua empresa devem considerar para criar um trabalho com mais significado

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Na sexta-feira (05 de agosto), fomos surpreendidos (nós e o mundo todo) por uma festa de Abertura das Olimpíadas que nos encheu de orgulho, emoção e alegria.

Em nós, brasileiros, diante de tantos problemas, despreparo e descaso por parte dos governantes e alguns grupos da organização, havia um misto de ansiedade e esperança temperados pela expectativa de fracasso e um “eu não disse” (para bem ou para o mal) preso na garganta.

Felizmente, a surpresa da Abertura das Olimpíadas foi extremamente positiva. Uma festa com criatividade, beleza, simplicidade, história, consciência e, principalmente, energia. (Ah, claro… não foi tudo perfeito, não. Houve momentos e escolhas questionáveis, playbacks em momentos desnecessários etc.). Mas, no geral, foi um lindo show!

Para a realização da Abertura das Olimpíadas 2016, houve o envolvimento de cerca de 5.000 voluntários, que decidiram colocar sua energia produtiva, criativa e sua presença em ação para o sucesso do evento. Durante cerca de 8 meses, esse pessoal participou de processos seletivos, treinamentos e ensaios para as Olimpíadas do Rio.

Mas peraí… Por que essas 5.000 pessoas dedicaram tanto tempo e esforço para participar desse evento?

Se você trabalha em uma grande organização, você vê esse nível de energia e comprometimento com o Trabalho, por aí?  Hummmm… provavelmente não.

Como diria Freud: Amor e Trabalho são os pilares da humanidade! Ou seja, amar, ser amado e colocar nossa energia em ação, por meio da produção, faz com que nos sintamos mais humanos, mais vivos!

Trabalho é uma relação sua com o Mundo! Emprego é uma relação sua com um empregador. As organizações e nós (trabalhadores) estamos buscando alternativas e modelos que nos permitam aproximar essas duas expressões, trazendo mais realização e mais significado por meio do Trabalho!

Veja aqui 6 fatos que a Abertura das Olimpíadas nos ensina sobre como criar uma relação mais positiva com o Trabalho:

1. Conhecer o objetivo final

Para todos os envolvidos na Abertura dos Jogos Olímpicos havia a compreensão clara de qual era o objetivo final. Não havia dúvidas sobre a entrega, a data, a expectativa do público.

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Ainda que houvesse confidencialidade sobre determinadas partes do evento, as pessoas compreenderam POR QUE estavam lá e POR QUE eram relevantes para o todo.

Conhecer os objetivos das organizações e a estratégia selecionada para atingi-los é essencial para que as pessoas estejam engajadas  com o projeto!

2. Referência de Qualidade e Inspiração

Na organização e entre os participantes do evento, houve o envolvimento de pessoas reconhecidas pela excelência em qualidade de suas atividades. Deborah Colker, Fernando Meirelles, Gisele Bundchen e muitos outros.

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Profissionais comprometidos e reconhecidos por suas entregas trazem uma visão mais clara de qualidade esperada e geram muita inspiração nas equipes!

3. Planejamento, preparação, teste, ajuste

O evento foi planejado, com o envolvimento de diversos especialistas. Houve pesquisa, criação, formalização, teste, ajuste, revisão, formalização, teste, ajuste e por aí foi…

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Formalizar um projeto, buscar alternativas, envolver profissionais de diversas áreas, treinar, testar, ajustar e recalibrar as ações trazem segurança e estímulo para os participantes.

4. Ego controlado

As pessoas que desejavam contribuir com o sucesso do evento, colocaram sua energia a serviço do EVENTO e não de sua promoção individual. Houve diversos casos de realocação de voluntários, de acordo com necessidades e habilidades individuais. Ainda assim, as pessoas continuaram focadas em entregar o que podiam e contribuir da melhor forma possível!

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Quando o desejo de servir e a compreensão de que o resultado planejado é o que traz a sua satisfação pessoal (e não o seu chefe!), ninguém precisa brigar para ter razão! A Razão é o Resultado!

5. Dois tipos essenciais de liderança 

Liderança interessada: próximos às equipes, profissionais com excelente capacidade técnica demonstravam acentuado interesse no sucesso do Trabalho a ser realizado pelas pessoas. Esses profissionais não precisavam parecer INTERESSANTES aos demais e sim estavam INTERESSADOS no sucesso dos demais! (Já pensou ter um chefe assim?!!)

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Liderança seguidora: embora possa parecer um contrassenso, as primeiras pessoas que decidem seguir as estratégias propostas pela liderança “formal”, tornam-se líderes ao influenciarem os próximos seguidores, que com base na decisão destes primeiros, sentem-se mais seguros para atuar.

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Quando o principal interesse não é fazer do seu jeito, seguir também pode ser uma forma de liderar!

6. Diversão e subjetividade durante o processo

Durante todo o processo de preparação, houve espaço para diversão. Não havia um controle rígido de como as pessoas deveriam atuar o tempo todo. De modo informal, sabe-se que

é impossível fazer duas pessoas diferentes realizarem a mesma “tarefa” da mesma maneira. Então, aceitemos a subjetividade, com leveza, mantendo o foco no objetivo, mas permitindo que as pessoas sejam pessoas e não robôs!

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O processo de preparação e implementação de um projeto não precisa ser penoso. Também existe seriedade e compromisso com leveza e diversão.
Todos esses elementos foram essenciais para o resultado positivo e podemos leva-los para o nosso dia a dia!
Os profissionais estão aprendendo a produzir ativamente em situações sem rigidez… Ainda é novo para nós. Estamos mais acostumados a produzir sob pressão, necessitando de uma força reguladora externa.
Agora, desafiamos as organizações a nos darem mais AUTONOMIA, em troca, nos comprometemos a usa-la com RESPONSABILIDADE.
O futuro do Trabalho com mais significado e realização não é uma promessa, é uma conquista. Eu tô nessa luta. E você?
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(se você curtiu, acho que vai adorar essa palestra TEDx sobre o Novo Significado do Trabalho!
Um abraço!
Alexandre Pellaes

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Alexandre Pellaes
Palestrante e Transformador do mundo do Trabalho e Gestão. Fundador da Exboss.com.br, Sócio da 99jobs.com. Sou um pesquisador e transformador do mundo do Trabalho! Apaixonado pelo desafio de ajudar pessoas e organizações a terem uma relação mais saudável e produtiva, com propósito e sentido. Especialista em modelos de gestão compartilhada (aqueles que você anda ouvindo por aí... gestão horizontal, holocracia, sociocracia, organizações orgânicas etc.) Sócio da startup 99jobs, com profunda vivência da realidade de diferentes gerações de profissionais no mundo do Trabalho. Mais de 20 anos de experiência em gestão estratégica de resultados e utilização de informações financeiras como ferramenta para tomada de decisões, em empresas como Bayer, Unilever, CPM Braxis, Ericsson e W.L. Gore. 15 anos de experiência na gestão de equipes, com conhecimento profundo em modelos flexíveis de gestão de pessoas, estruturas hierárquicas e formas de reconhecimento de equipes. Consultor em modelagem de estruturas organizacionais e implementação de políticas de RH. Palestrante sobre Felicidade e Propósito no Trabalho, busca ajudar as pessoas a serem felizes em suas atividades profissionais e encaixarem corretamente a importância de suas carreiras e emprego no contexto de seus propósitos de vida. Bacharel em Ciências Contábeis (FEA-USP), coach pelo ICI, possui MBA com foco em gestão estratégica de negócios (ITA e ESPM) e Mestrado em Psicologia Social e do Trabalho no IP USP.