5 erros comuns que empreendedores cometem ao buscar investimentos

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Edson Rigonatti, da Astella Investimentos, conta quais são os erros mais frequentes e como driblá-los

Investimentos são essenciais para impulsionar os negócios, mas se o empreendedor demonstrar despreparo – ou por não saber em qual estágio a sua startup está ou por não ter conhecimento de como abordar um investidor, por exemplo – ele pode ficar queimado no ecossistema. Por isso, perguntamos a Edson Rigonatti, investidor de venture capital e parceiro da Astella Investimentos, quais os erros mais frequentes na hora de buscar investimento e como evitá-los.

1. Não saber em qual estágio sua startup está

Pode parecer um erro bobo, mas ele é mais comum do que parece: “A primeira dificuldade é que o empreendedor não consegue identificar exatamente em que estágio ele está e consequentemente qual o melhor tipo de investidor para o seu negócio”, afirma Rigonatti. De fato, uma startup geralmente tem quatro estágios principais: hipótese, para quando a ideia ainda não saiu do papel; validação, quando há a tentativa de por a ideia em prática e ver se ela funciona e se tem mercado; negócio, quando ela acha seu nicho no mercado em que está; e escala, quando ela já criou seu modelo de negócio repetível e está pronta para expandir.

Como é mais comum conseguir investimentos uma vez que o seu produto esteja validado, analise a sua startup e, se ela já tiver passado da fase de validação, pode começar a pensar em investimentos.

2. Apostar em vários tipos de investidor

Outro ponto é que não adianta sair atirando para todos os lados em busca de um investidor que se interesse. Segundo Rigonatti: “Eu falo com os empreendedores que é como namorar: não dá para você mandar carta para um monte de gente perguntando se a pessoa quer namorar”. De fato, existem vários tipos de investimento e cada um tem um foco diferente, podendo ser mais ou menos condizente com o seu negócio, dependendo da fase em que a startup está, em qual mercado, etc.. Rodear um investidor que não tem a menor afinidade com seu negócio, por exemplo, pode mostrar um grande grau de amadorismo.

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3. Achar que o relacionamento com o investidor se restringe ao capital

Pelo contrário: o relacionamento entre empreendedor e investidor não se limita ao valor ou disponibilidade de depósito do dinheiro na conta, ele é uma construção. “É um relacionamento pessoal, não deve ser desenvolvido de forma mercantilista, mas de forma construtiva”, defende Rigonatti. Então, ao ir atrás de um investidor, preste atenção se você acha que ele poderia dar bons conselhos para o negócio e se há afinidade entre vocês.

4. Ter um pitch mediano

“O pitch é a vitrine mais importante por onde a gente vê o empreendedor. Nele, você consegue perceber várias coisas: se uma pessoa é cuidadosa, o quão profundamente as pessoas pensaram sobre o negócio, o quanto elas conhecem o que estão fazendo, entre outros”, pontua o investidor. De fato, fazer um bom pitch é essencial para causar uma boa impressão para possíveis investidores e também para entender melhor o seu negócio e quais são os próximos passos.

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5. Fazer essa etapa sozinho

Conseguir um aporte de capital não é fácil para ninguém e quanto mais você souber sobre investimentos, melhor para o seu negócio. Por isso, o Invest Class, evento que reúne os melhores especialistas da área em um único dia, é ideal para aprender os macetes sobre captação de investimentos. Para Edson Rigonatti, que estará presente na próxima edição do curso: “O diferencial do Invest Class é ser um ambiente animal principalmente por reunir tanto empreendedores quanto investidores em um mesmo ambiente”.

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POR: Isabela Borrelli é repórter do Portal StartSe